Traditional Marketing is not dead

The internet is a baby universe. It changes too fast for book authors to explain it and we have little control or prevision over it – in five years, everything can change (again!). Ten years ago we had a different environment:

  • Bad smartphones in customer’s hands (iPhone was just getting started);
  • Scarce amount of apps to download;
  • Low mobile connectivity;
  • Email was the biggest thing in smartphones (or PDAs, we forgot about that term);
  • Online shopping existed, of course, but 99% of it was through computers using a now obsolete infrastructure (the UX was effective at that time, but today it wouldn’t be attractive or useful at all – just to explain that almost everything changes in terms of design).

Today, online retail is five or six times bigger. We can do it from our mobiles or even smart watches. Amazon’s 1-click ordering can get a product shipped in our homes in thirty minutes – it is handled through robots across the warehouse to a drone that will land in our yard.

Traditional Marketing is not dead

And it won’t be.

Digital Marketing is Traditional Marketing applied to the digital environment. The internet brought little transformation to the essence of marketing, but digital marketing specialists and gurus tell you that digital marketing is brand new and you can throw away all your old marketing books. They’re talking bullshit. Run from them if you want the real thing to your business. Their thirty-dollar e-book is filled with motivational advice, communication tips (poorly developed) and more bullshit – it won’t make your business grow from advertisement.

The internet changed the way we communicate and we’re sharing more. You are constantly looking for human recommendations of products, so you can make a better decision. That’s why you go to TripAdvisor and Yelp! to learn about hotels and restaurants. In this new environment, personal decisions are essentially social decisions.

In early stage of interaction between companies and customers, traditional marketing plays a major role in building awareness and interest. If the interaction grows, customers demand closer relationships with companies – digital marketing rises in importance. Driving action and advocacy are big roles of digital marketing.

Loyalty to your brand is the most significant status you can have, even if a non-buyer advocates your brand – and this is possible. Tesla electric cars are well respected and advocated even by non-buyers. We have a new customer path and it is not necessarily a fixed customer funnel.

Most digital marketers are only communicators

And most of them are amateurs.

Marketing requires metrics and effective plans to sell your product. This is the essence of advertisement – to sell your product and, if it’s good enough, have a loyal customer that will advocate your brand.

David Ogilvy stated in his Confessions that good advertisement could sell bad products – but only once. Back in the 1960’s, Ogilvy knew exactly what is still happening nowadays. Creative geniuses arise from scratch with $100 on Google Ads, redirecting you to their template page. There, you will find some killer advanced marketing techniques like:

  • How to get 100 k followers on Instagram;
  • Learn my killer marketing approach;
  • Subscribe to my mailing list and get my e-book about the killer push strategy…

99% of those geniuses have no intrinsic value. They’re not real marketers. You can buy 100 k or more followers in any media you want, but that doesn’t mean you’re going to sell. Your organic rate will be zero – and good sales come from organic people that follow you.

Communication by itself is not marketing. Tips on how to post on Facebook, Instagram and Twitter is communication – there’s no consistent path to have customers, keep them loyal and expand profits. Offer, demand and sales process – this is marketing.

Traditional + Digital: the Real Thing

The integration between both is the real differential – some businesses can even disappear or build no visibility if they don’t integrate.

Marketing always starts with segmentation. Companies divide the market into homogeneous groups according to their demographic, geographic, psychographic and behavioral profiles. Segmentation is followed by targeting – selection of segments that the brand is engaged to pursue based on their fit with the brand [targets].

Segmentation and targeting are from traditional marketing and it doesn’t change on digital.

Here’s what the traditional marketing approach help us on:

  • Segmentation and Targeting
  • Brand positioning and differentiation
  • Strategic Marketing and Selling Approach
  • Value-creating services and processes.

Here’s what digital marketing help us on:

  • Customer community satisfaction
  • Brand awareness and clarification among community
  • Co-Creation from customers and communal activation
  • Collaborative Customer Care

Remember when you had a problem on your iPhone or Mac, you googled about it and ended up reading a forum page from Apple? That’s collaborative customer care – a cheap but valuable approach that companies can have. Loyal customers get engaged by helping others and also help on co-creation: Apple knows what’s wrong with their products and can have a glimpse on what customers really want.

Brands that really have value deeply understand online + offline interaction among customers.

 

 

 

 

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A impressionante curva de risco de Elon Musk

Elon Musk me impressionou nos aspectos de gestão de risco e administração. O grau de risco que corre diariamente em seus negócios e vida particular é uma curva quase que inédita.

Sul-Africano radicado nos Estados Unidos, Elon Musk é um empreendedor pouco conhecido no Brasil. Somente alguns dos grandes empresários de fora do país são conhecidos na boca do povo, Bill Gates e Steve Jobs (após sua morte) estão na lista e isso se deve à grande veiculação de notícias sobre as duas figuras e a popularidade de seus produtos.

Os produtos de Musk, entretanto, estão longe da popularidade no Brasil. Carros elétricos, foguetes espaciais econômicos e painéis solares de alta eficiência formam três empresas que têm o empresário na board administrativa. Tesla Motors, Space X e Solar City são companhias que prometem menor uso de derivados do petróleo e viagens espaciais com menor custo – coisas essenciais ao futuro da humanidade, segundo Musk.

E o que há de especial em Musk? 

Nada. Bem, na verdade existem aspectos especiais sim. A resiliência (e isso é um traço presente em empreendedores de peso) é um fator especial. Segundo sua biografia, enfrentou bullying durante a infância e certas complicações na família. Seu pai era bom, porém um tanto duro com os filhos após o divórcio. É difícil viver com ideias de colonização de Marte em sua cabeça e isso só está se tornando realidade graças à sua resiliência, conhecimento e administração.

Musk superou todos os limites. Quando suas empresas estavam falindo, tirou dinheiro do próprio bolso para salvá-las – e isso não acontece com todos os empresários, muitos preferem deixar sua pessoa física rica e assistir a pessoa jurídica falir. Na época, Musk quase descapitalizou totalmente – dar certo ou morar na rua.

A Zip2 foi a primeira empresa que montou. Com a parceria do irmão, era um site de reviews de negócios locais. Além disso, conectava jornais com negócios com intenções de publicidade. Anos mais tarde, após a Zip2 ser vendida, fundou a x.com – incorporada ao PayPal mais tarde, o maior serviço de pagamentos online do mundo.

Importante: Se ainda não leu meu artigo sobre o maior professor de investimentos do mundo, recomendo que leia agora mesmo!

Enxergando verde

A Tesla hoje atua com a Solar City – nas estações de carga espalhadas pelos Estados Unidos, a energia solar é a fonte primária de recarga das baterias. Além de ter uma carga veloz, a vantagem de recarregar um Tesla em uma estação é que não pagará nada pelos kilowatts (a não ser que deixe seu carro lá após ter 100% de carga, evitando que outro use a estação).

A Tesla não foi pioneira em fazer carros elétricos. Antes de Musk entrar efetivamente na empresa, seus fundadores aprenderam muito com uma fabricante chamada AC Propulsion – e não tinha um produto tão bem acabado e desenvolvido como a Tesla viria a ter. Assim como a Apple não foi pioneira em aparelhos touchscreen, a empresa aprendeu muito com o que não dava certo nos pioneiros da ideia. O design perdia muito para os fabricantes de carros tradicionais e a autonomia da bateria era curta – perdiam muito em termos de competitividade.

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Interior do Model S, o sedã da Tesla

Além de apresentar alta resiliência, Musk sabe o que está fazendo. Apresenta atitudes para tirar realmente as coisas do papel.

Boas ideias e resiliência não tiram uma ideia do papel e criam um negócio lucrativo por si só. É preciso entender o que você está fazendo. 

Na faculdade, Musk tinha o foco nas matérias dos assuntos que mais gostava – conhecimento que seria aplicado em seus negócios anos mais tarde. Nas matérias que pouco faziam sentido em sua mente, ele tirava apenas a nota para ser aprovado.

Por liderar projetos pioneiros e de alta complexidade, é fundamental que o gestor entenda como cada módulo funciona profundamente. Além disso, esse entendimento garantirá que a equipe mantenha-se dentro da cultura da empresa – e um fundador deve garantir isso. Perder muito tempo com burocracia ou negociar com fornecedores duvidosos não faz parte da cultura de suas empresas.

A cultura startup

Uma startup não é uma versão pequena de uma grande empresa, assim como uma criança não é uma versão pequena de um adulto. Assim como a vida humana, uma empresa passa por diferentes estágios em sua vida, com diferentes comportamentos, funções e psicologia.

A cultura da startup, na maioria das vezes, é de viver com orçamento limitado. Com isso, novas técnicas de marketing, como o growth hacking, surgiram. A Space X fabrica a maior parte dos componentes que usa nos foguetes e cápsulas espaciais e isso surgiu graças ao seu orçamento limitado no início das operações. Graças a isso, a empresa possui alta integração na montagem de seus produtos.

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Fábrica da Space X

Porque devemos aprender com Musk

Resiliência, esforço para aprender e alta carga horária de trabalho são preços que poucos estão dispostos a pagar e empreender é composto desses três fatores. Ideias de peso requerem trabalho em peso para saírem do papel e mais trabalho ainda para que se tornem negócios lucrativos.

Não queira “empreender” para vender saco de ar, já tem muita gente fazendo isso (Bel Pesce).