Lucrando com o Grupo Pardini (PARD3)

Quer ter sucesso no mercado financeiro? Leia e estude muito. Faça operações com capital baixo no início e registre todas elas em uma planilha de controle – preço de compra, alvo, stops, margem de risco e lucro e o porquê você entrou e saiu de uma operação. É um trabalho que não será divertido, mas que pode ter retornos favoráveis. Boas fontes de informação são essenciais nesse processo.

Observe os setores e o comportamento de seus consumidores. Todos sabem que a medicina é um campo que cresce no Brasil, mas poucos conhecem os agentes na iniciativa privada que fazem esse crescimento acontecer.

Observe as métricas. Os gastos com exames particulares cresceram quase uma vez e meia entre 2009 até hoje. Mesmo com o desastre econômico causado pelo PT e sua quadrilha, os brasileiros estão cuidando mais da saúde e preferindo serviços de excelência no mercado.

O setor de exames e diagnósticos recebe boa parte de seu fluxo de caixa de planos de saúde. Mesmo com o recuo no número de beneficiários de planos de saúde, tiveram expansão de 12% no período. Com a retomada do crescimento econômico, esses números tendem a melhorar.

A medicina preventiva está se tornando popular, levando mais clientes aos laboratórios particulares de exames.

Agora, veja quais empresas listadas na bolsa atuam no setor. O grupo Hermes Pardini (PARD3) é uma delas, com IPO (oferta pública inicial de ações) no começo do ano. Excelência nos serviços, boa administração e perspectivas de crescimento levaram a mais de 50% de valorização em nove meses.

Investir requer tempo, paciência e aprendizado com erros. São “buchas” que poucos estão dispostos a ter. Se você não está disposto a cuidar do seu dinheiro, a riqueza que você produz neste mundo, ninguém mais estará. 

(Facebook post)

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A impressionante curva de risco de Elon Musk

Elon Musk me impressionou nos aspectos de gestão de risco e administração. O grau de risco que corre diariamente em seus negócios e vida particular é uma curva quase que inédita.

Sul-Africano radicado nos Estados Unidos, Elon Musk é um empreendedor pouco conhecido no Brasil. Somente alguns dos grandes empresários de fora do país são conhecidos na boca do povo, Bill Gates e Steve Jobs (após sua morte) estão na lista e isso se deve à grande veiculação de notícias sobre as duas figuras e a popularidade de seus produtos.

Os produtos de Musk, entretanto, estão longe da popularidade no Brasil. Carros elétricos, foguetes espaciais econômicos e painéis solares de alta eficiência formam três empresas que têm o empresário na board administrativa. Tesla Motors, Space X e Solar City são companhias que prometem menor uso de derivados do petróleo e viagens espaciais com menor custo – coisas essenciais ao futuro da humanidade, segundo Musk.

E o que há de especial em Musk? 

Nada. Bem, na verdade existem aspectos especiais sim. A resiliência (e isso é um traço presente em empreendedores de peso) é um fator especial. Segundo sua biografia, enfrentou bullying durante a infância e certas complicações na família. Seu pai era bom, porém um tanto duro com os filhos após o divórcio. É difícil viver com ideias de colonização de Marte em sua cabeça e isso só está se tornando realidade graças à sua resiliência, conhecimento e administração.

Musk superou todos os limites. Quando suas empresas estavam falindo, tirou dinheiro do próprio bolso para salvá-las – e isso não acontece com todos os empresários, muitos preferem deixar sua pessoa física rica e assistir a pessoa jurídica falir. Na época, Musk quase descapitalizou totalmente – dar certo ou morar na rua.

A Zip2 foi a primeira empresa que montou. Com a parceria do irmão, era um site de reviews de negócios locais. Além disso, conectava jornais com negócios com intenções de publicidade. Anos mais tarde, após a Zip2 ser vendida, fundou a x.com – incorporada ao PayPal mais tarde, o maior serviço de pagamentos online do mundo.

Importante: Se ainda não leu meu artigo sobre o maior professor de investimentos do mundo, recomendo que leia agora mesmo!

Enxergando verde

A Tesla hoje atua com a Solar City – nas estações de carga espalhadas pelos Estados Unidos, a energia solar é a fonte primária de recarga das baterias. Além de ter uma carga veloz, a vantagem de recarregar um Tesla em uma estação é que não pagará nada pelos kilowatts (a não ser que deixe seu carro lá após ter 100% de carga, evitando que outro use a estação).

A Tesla não foi pioneira em fazer carros elétricos. Antes de Musk entrar efetivamente na empresa, seus fundadores aprenderam muito com uma fabricante chamada AC Propulsion – e não tinha um produto tão bem acabado e desenvolvido como a Tesla viria a ter. Assim como a Apple não foi pioneira em aparelhos touchscreen, a empresa aprendeu muito com o que não dava certo nos pioneiros da ideia. O design perdia muito para os fabricantes de carros tradicionais e a autonomia da bateria era curta – perdiam muito em termos de competitividade.

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Interior do Model S, o sedã da Tesla

Além de apresentar alta resiliência, Musk sabe o que está fazendo. Apresenta atitudes para tirar realmente as coisas do papel.

Boas ideias e resiliência não tiram uma ideia do papel e criam um negócio lucrativo por si só. É preciso entender o que você está fazendo. 

Na faculdade, Musk tinha o foco nas matérias dos assuntos que mais gostava – conhecimento que seria aplicado em seus negócios anos mais tarde. Nas matérias que pouco faziam sentido em sua mente, ele tirava apenas a nota para ser aprovado.

Por liderar projetos pioneiros e de alta complexidade, é fundamental que o gestor entenda como cada módulo funciona profundamente. Além disso, esse entendimento garantirá que a equipe mantenha-se dentro da cultura da empresa – e um fundador deve garantir isso. Perder muito tempo com burocracia ou negociar com fornecedores duvidosos não faz parte da cultura de suas empresas.

A cultura startup

Uma startup não é uma versão pequena de uma grande empresa, assim como uma criança não é uma versão pequena de um adulto. Assim como a vida humana, uma empresa passa por diferentes estágios em sua vida, com diferentes comportamentos, funções e psicologia.

A cultura da startup, na maioria das vezes, é de viver com orçamento limitado. Com isso, novas técnicas de marketing, como o growth hacking, surgiram. A Space X fabrica a maior parte dos componentes que usa nos foguetes e cápsulas espaciais e isso surgiu graças ao seu orçamento limitado no início das operações. Graças a isso, a empresa possui alta integração na montagem de seus produtos.

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Fábrica da Space X

Porque devemos aprender com Musk

Resiliência, esforço para aprender e alta carga horária de trabalho são preços que poucos estão dispostos a pagar e empreender é composto desses três fatores. Ideias de peso requerem trabalho em peso para saírem do papel e mais trabalho ainda para que se tornem negócios lucrativos.

Não queira “empreender” para vender saco de ar, já tem muita gente fazendo isso (Bel Pesce).

O curioso caso de Benjamin Graham

Não, não estamos falando do filme do velhinho que volta a ser criança, apesar de ser uma recomendação para um de seus domingos. Estamos falando de um investidor profissional e autor da obra que influenciou o maior investidor do mundo – o oráculo Warren Buffett – que provavelmente está tomando uma lata de coca-cola neste momento. Apresento-lhes Benjamin Graham.

Após de formar em Columbia e trabalhar em Wall Street, publicou um livro chamado Security Analysis, diferenciando claramente investimento de especulação. Saber tal diferença é crucial para qualquer investidor fundamentalista ou trader bem informado.

investimento é uma operação que oferece grande segurança de retorno. Um estudo e análise completa do ativo que está investindo costuma informar tal segurança, a não ser que um cisne negro, evento improvável e sem previsão, aconteça – e tais eventos acontecem. Tudo o que foge dessa margem de segurança é especulação.

Logo após a reeleição da Dilma, no começo de 2015, fontes controversas da internet noticiaram que o mais filho da puta dos investidores George Soros, famoso por financiar movimentos da esquerda global, havia comprado bilhões em ações da Petrobras (PETR4). Nenhum site apresentava fonte confiável.

Soros pode ser mau caráter, mas sei que não gosta de perder dinheiro. Em setembro de 2014, PETR4 valia 24,02 em um surto de alta. A ação abriu 2016 valendo 4,69, queda gigantesca graças ao rombo bilionário deixado na empresa por nossos podres governantes. Contabilidade não tem ideologia.

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O gráfico deixa clara a especulação: um investidor sadio que compra ações espera que o preço das mesmas suba de acordo com sua análise.

Meses depois daquela notícia, as grandes autoridades da mídia online mesmas fontes noticiaram que Soros estava vendendo todas as suas ações PETR4, para desmentirem a especulação de meses atrás.

A especulação na mídia pode ser tanto uma previsão mal feita (como 98% de todas as previsões) ou tentativa de manipulação de mercado. Deixe-me pintar um quadro: sabendo que Soros ou qualquer investidor grande irá comprar ou vender certo ativo, muitas sardinhas, ou seja, traders e investidores novos no mercado, tendem a copiar o movimento dos peixes grandes. Dependendo o volume de negociações, o preço do ativo pode puxar para um lado ou para o outro.

Você sabe o que é um negócio? Pode parecer simples, mas seu verdadeiro propósito é desconhecido por muita gente. Saiba aqui.

A técnica de Graham

Sem perder tempo, Graham nos diz para comprar ações que valham 2/3 do valor contábil da empresa (recursos próprios, o que está no balanço anual) e vendê-las quando alcançarem valor semelhante ao patrimônio líquido. Na brincadeira, você leva lucro de 50%. Essa técnica foi um sucesso durante a Grande Depressão, hoje nos resta a adaptar para o valor das ações atuais.

O que podemos fazer na realidade atual é comprar ações de empresas com valor inferior a 7 vezes o lucro líquido no último ano. PETR4 atendeu essa condição recentemente, mas mesmo assim não a negociaria no longo prazo por enquanto. Uma meta de não mais que quatro anos deve ser planejada e deve-se vender a ação no momento em que atingir essa meta, independentemente do feeling do mercado.

Usando técnicas de Graham, Warren Buffett se tornou o maior investidor do mundo. Verdadeiro self-made man, usou técnicas simples de investimento e um pouco de informação privilegiada de campos de golfe para consolidar seu conglomerado de empresas, Berkshire Hathaway. Mesmo administrando 200 milhões de ações da Coca-Cola, vive uma vida simples em Omaha.

Graham me ensinou a importância de se comprar barato. Comprar barato para vender caro é a regra que seguimos para lucrar em qualquer seguimento, entretanto, ao lidar com ações só temos disponível o preço de compra. Não sabemos o preço de venda pois não conhecemos o futuro e isso está totalmente fora de nosso controle. Comprar barato, verdadeiramente, é algo que pode nos dar certa tranquilidade para retornos no investimento.

Como diabos sei quando a ação está barata? 

Uma análise concisa do que quer negociar pode esclarecer certas dúvidas, mas não será uma resposta definitiva. Tudo pode acontecer.

Entretanto, a análise fundamentalista que Graham nos ensina e advoga reduz esse risco. Segundo a própria definição, um investimento é algo de retorno garantido – o resto é especulação. Tal análise consiste em estudar a fundo a empresa na qual quer investir, o que chamam de go through the books (ver os números da companhia). Além disso, deve considerar um prazo para seu investimento.

Buffett investiu agressivamente na Coca-Cola porque enxergou o futuro após grandes análises: vendas maiores, marketing eficaz e seguindo suas métricas, desenvolvimento de produtos que vendem e aquisições de marcas poderosas. Isso é um investimento de longo prazo.

Iniciando seus investimentos

Graham nos dá uma fórmula para iniciarmos nossos investimentos. Isso depende do montante que está disposto a investir (e quanto está disposto a perder, caso algo dê errado), mas, para iniciar, um investimento mais conservador é recomendado:

  • 75% do capital em investimentos de renda fixa (Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA…)
  • 25% do capital em renda variável (ações de empresas saudáveis)

Com a progressão do seu capital e gosto por risco, você pode passar a investir em ações mais agressivamente.

 

 

O que é um negócio

O lucro é apenas um nome para o bom e velho comprar barato e vender caro. É isso que fazemos em todos os pregões na bolsa, adicionando o vender barato e comprar caro numa operação de venda no mercado futuro. Parece física quântica, mas não é.

A ideia do lucro foi descrita pelos economistas clássicos para explicar a realidade econômica que os outros teóricos não conseguiram explicar. Mercados não são criados por Deus, pela Natureza ou forças ocultas da economia; são criados por empresários. 

Peter Drucker, um dos maiores autores da administração empresarial, dizia que a razão de montar um negócio é única: criar um consumidor. A ação do empresário converte a necessidade humana em demanda efetiva para seu produto ou serviço. Depois disso, tem-se um cliente e um mercado.

A demanda, na maior parte dos casos, não é sentida pelo cliente. Dificilmente alguém aparecerá para um consultor dizendo eu preciso de uma solução que faça isso ou aquilo. Ninguém sabia que precisava de um computador pessoal antes que alguém o colocasse no mercado. A ação comercial cria o cliente e o cliente determina o que uma empresa é. 

O cliente, sozinho, tirará o dinheiro do bolso e fará com que os recursos econômicos se convertam em valor, coisas em bens. O que o cliente compra e considera de valor não é somente um produto, nunca. É sempre um benefício – o que o produto ou serviço faz para si.

O propósito do negócio

O propósito é simples, mas difícil: criar e manter um cliente. O marketing e a inovação contam muito, mas manter e fidelizar o cliente é o resultado de um produto e serviço impecáveis, além da visualização de demanda. Criar um cliente é criar a demanda para o que quer vender.

David Ogilvy – o pai da publicidade e fundador da agência Ogilvy & Mather – dizia que um publicitário pode orquestrar uma campanha para vender um produto ruim – e o mesmo terá sucesso caso seja um bom redator. Entretanto, venderá o produto apenas uma vez. Vendendo apenas uma vez, o negócio estará fadado ao término de seu caixa de investimento.

Um dos cases de sucesso de Ogilvy foi a campanha para o amaciante Tide da Procter & Gamble. Apesar de sua maestria do marketing, Tide era um produto superior nos Estados Unidos – melhor do que qualquer um da concorrência. A P&G era uma das melhores contas da Ogilvy & Mather por entregar produtos superiores, proporcionando o cliente fidelizado em si. Ainda assim, a agência proporcionou uma grande ação publicitária para efetivar a criação de demanda.

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Típico anúncio em revistas nos anos 1960. Veja a justificativa detalhada em três parágrafos para você efetivamente comprar o amaciante: roupas mais limpas, brancas e sem desgastar suas mãos. Em letras grandes, deixa claro que Tide limpa como nenhum outro sabão

Pioneirismo e Qualidade

Bem, aqui não há muito segredo. Vejo apenas duas situações-problema relevantes para o pioneirismo:

1 – Produto pioneiro, mas de baixa qualidade: seus clientes – se os tiver – serão mantidos até perceberam que seu produto não vale tanto a pena ou o primeiro indício de concorrência de qualidade melhor ocorrer. Isso só não ocorre em mercados que compram produtos de menor qualidade por menor preço por questões financeira – comida é um exemplo.

2 – Produto pioneiro e de alta qualidade: seus clientes serão mantidos se seu produto mantiver a qualidade e continuar se atualizando – é diretamente proporcional.

Se o seu produto não vende, você não possui um negócio.